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sexta-feira, outubro 10, 2025

O Beijo que Ficou

Houve um beijo que ficou,
entre o ontem e o amanhã.
Um instante preso no tempo,
feito estrela que não se apaga.

Foi semente que o vento levou,
mas que floresceu dentro do peito.
E ainda que o tempo me cale,
ele fala no silêncio do meu jeito.

Um beijo que não teve fim,
que ecoa no infinito de mim.
E toda vez que lembro,
é como se o amor dissesse: sim.

Entre o Adeus e o Sempre

O amor partiu na curva da estrada,
mas deixou pegadas no chão da alma.
E cada passo que se distancia,
é também retorno em calma.

O tempo, esse velho amante,
levou o corpo, mas não levou o sentir.
Porque o amor que é de verdade,
nunca se vai, apenas decide dormir.

E quando o vento sopra o teu nome,
o coração desperta em oração.
Pois o amor que não morre,
é o que vive em recordação.

Primavera dos Sentidos

Na primavera dos sentidos,
a alma floresce em cor.
É o instante em que o toque é perfume,
e o olhar, a canção do amor.

Teus gestos são pétalas ao vento,
meu corpo, o chão que te acolhe.
Teus beijos são frutos maduros,
que o desejo colhe e recolhe.

E se o tempo leva o perfume,
a lembrança é o que restará,
pois amar é plantar o eterno
onde o coração quer ficar.


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