Metade de mim é
riso,
a outra é lágrima contida.
Sou o sim e o não, o abismo e o chão,
a alma que chora e é vida.
Metade de mim é
coragem,
a outra é medo de perder.
Mas em todas as metades que me formam,
é teu amor que me faz ser.
Metade de mim é
riso,
a outra é lágrima contida.
Sou o sim e o não, o abismo e o chão,
a alma que chora e é vida.
Metade de mim é
coragem,
a outra é medo de perder.
Mas em todas as metades que me formam,
é teu amor que me faz ser.
Houve um beijo
que ficou,
entre o ontem e o amanhã.
Um instante preso no tempo,
feito estrela que não se apaga.
Foi semente que o
vento levou,
mas que floresceu dentro do peito.
E ainda que o tempo me cale,
ele fala no silêncio do meu jeito.
O amor partiu na
curva da estrada,
mas deixou pegadas no chão da alma.
E cada passo que se distancia,
é também retorno em calma.
O tempo, esse
velho amante,
levou o corpo, mas não levou o sentir.
Porque o amor que é de verdade,
nunca se vai, apenas decide dormir.
E quando o vento
sopra o teu nome,
o coração desperta em oração.
Pois o amor que não morre,
é o que vive em recordação.